História do COAVAP

O Clube de Observadores de Aves do Vale do Paraíba – SP (COAVAP) foi inicialmente pensado pelo crescente número de observadores e fotógrafos de Aves na região, principalmente nos municípios de Tremembé, Taubaté, São José dos Campos e Jacareí. Primeiramente Marco A. Crozariol e Felipe Bittioli R. Gomes conheceram o Rafael Fortes e iniciaram saídas de campo pela região. Posteriormente novos contatos foram sendo realizados, e a força motriz, pode-se assim dizer, foi com uma saída no Horto de São José dos Campos em 14 de junho de 2008, onde então a base do COAVAP foi formada, completando a equipe com: Marcelo Barreiros, Gabriel Leite e Rodrigo dela Rosa (ver foto abaixo). As saídas de campo sempre continuaram, mais com uns e menos com outros. Porém, em meados de 2010 com um novo iniciante na fotografia de Aves, o Lucas Valério, o Clube entrou numa nova fase, onde foram realizados boas divulgações da avifauna da região, participação em Eventos e etc. Atualmente (16 de novembro de 2011) nosso Clube consta com 22 Sócios (confira a página de sócios aqui) espalhados por várias cidades do Vale, e até fora.

Da esquerda para a direita: Marco A. Crozariol, Rafael Fortes, Marcelo Barreiros, Rodrigo dela Rosa e Gabriel Leite. [Primeira saída de campo do COAVAP em São José dos Campos].

Nosso Logo

Foi escolhido como logo do COAVAP o pinto-d’água-carijó, cientificamente conhecido pelo nome de Coturnicops notatus. O pinto-d’água-carijó foi descoberto por Charles Darwin quando o mesmo estava abordo do navio Beagle entre o Uruguai e a Argentina no ano de 1833 (próximo a Buenos Aires). Uma ave bateu no navio relativamente longe da terra firme, então Darwin preparou este exemplar e o enviou para a Europa, na Inglaterra. Lá, John Gould descreveu a espécie em 1841, então com o nome de Zapornia notata (o desenho de Gould pode ser visto aqui: Gould – Z. notata. Hoje, existem registros da presença da espécie apenas na América do Sul, sendo de ocorrência bastante pontual. Já foi encontrado na Venezuela, Guina, Colômbia, Bolívia, Paraguai, Uruguai, Argentina e no Brasil. Quase todos estes registros, no entanto, foram isolados e basicamente sem informações ecológicas da espécie. Em nosso país, foi observado poucas vezes na região sudeste e sul, sendo que no Estado de São Paulo existem três localidades de registros documentadas: São Paulo (bairro do Ipiranga), Pindamonhangaba e Taubaté (os dois últimos no Vale do Paraíba). Os registros de Taubaté, no entanto, devem pertencer em sua maior parte, na verdade, a Tremembé. Atualmente, vários registros da espécie vem sendo efetuados por Marco A. Crozariol nos municípios de Pindamonhangaba e Tremembé, sendo a região um dos locais onde mais registros de observação já foi feito, até então, da espécie na natureza. Na maior parte das vezes o pinto-d’água-carijó é observado durante a colheita do arroz, entre os meses de dezembro e abril. Alguns exemplares foram capturados e mantidos em cativeiro para melhor se estudar seu comportamento, algumas imagens desses indivíduos podem ser vistas aqui: IBC- lynx.

Para saber um pouco mais sobre a espécie, consultar: Teixeira & Puga (1984).

O canto da espécie pode ser escutado aqui: ML: Macaulay Library.

Indivíduo adulto do pinto-d’água-carijó (Coturnicops notata).

Foto gentilmente cedida por Edson Endrigo para ilustrar o nosso site

http://www.avesfoto.com.br/

http://www.avesefotoseditora.com.br/

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