Neste ano de 2011 a Revista Biota Neotropica publicou um volume especial com as listas de animais e plantas do Estado de São Paulo e podem ser todos baixados aqui: http://www.biotaneotropica.org.br/v11n1a/pt/toc
Especial interesse para nós é o artigo publicado por Luís Fábio Silveira & Alexandre Uezu “Checklist das aves do Estado de São Paulo, Brasil”, que pode ser baixado diretamente pelo link: http://www.biotaneotropica.org.br/v11n1a/pt/fullpaper?bn0061101a2011+pt

O trabalho traz, além de muitas outras coisas, algumas espécies que anteriormente eram consideradas como ocorrentes nos Estado de São Paulo, mas que na realidade não possuem provas, como por exemplo, a águia-chilena (Geranoaetus melanoleucus).

Foto da águia-chilena (Geranoaetus melanoleucus) tirada por Rafael Fortes na Serra da Canastra, São Roque de Minas-MG.

Resumo do artigo: “As listas de espécies são fundamentais para entender os padrões de distribuição espaciais e temporais dos táxons. A partir das bases de dados compiladas pelo CEO – Centro de Estudos Ornitológicos, do levantamento de Willis & Oniki (2003) e de buscas feitas em mais de 50 teses e dissertações, além de monografias e trabalhos técnicos, foram listadas todas as aves já registradas no Estado de São Paulo. Esses registros são compostos por peles ou outros materiais coletados e depositados em coleções, além de fotografias ou gravações. No total, foram registradas 793 espécies, distribuídas em 25 ordens e 85 famílias, correspondendo a cerca de 45% da avifauna brasileira. Um dos principais motivos para essa alta diversidade é a diversidade de ambientes encontrados no Estado, influenciados pelo gradiente altitudinal e geográfico, as diferentes fitofisionomias, a presença da região costeira, e o contato entre áreas florestais e Cerrados. O projeto Biota contribuiu principalmente no entendimento de como esse grupo responde às mudanças antrópicas do ambiente, como a fragmentação do habitat. Os principais grupos de pesquisa em ornitologia ainda estão alocados nas universidades e nos museus. As principais lacunas do conhecimento sobre as aves estão relacionadas à falta de padronização das metodologias para se inventariar este grupo, aos espaços geográficos sem amostragens, à falta de monitoramento em longo prazo das espécies ameaçadas de extinção, ao conhecimento limitado da capacidade das espécies em usarem as matrizes do entorno e ao pouco refinamento das delimitações das unidades evolutivas, que podem ser usadas na reintrodução das espécies em áreas em que estas não mais ocorrem.”